Empresa do Grupo Elevo ganha National Energy Globe Awards 2018

Jun 09, 2018

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Maria Teixeira Alves | 08 Jun 2018

A Ecovisão, que deverá receber estes prémios durante o mês de Julho, é uma empresa do Grupo Elevo, especializada na prestação de serviços de assessoria na área do ambiente, qualidade, higiene e segurança no trabalho, peritagens, licenciamentos, arqueologia, formação e ecoturismo.

A Ecovisão – Tecnologias do Meio Ambiente Lda, empresa que pertence ao Grupo Elevo, ganhou dois “National Energy Globe Awards 2018” com os projetos “Roadmap dos Resíduos em Cabo Verde” e “Bioenergia em São Tomé e Príncipe”, avança a empresa liderada por Gilberto Rodrigues.

O projeto de Cabo Verde, liderado pela Ecovisão, em consórcio com a AdPI e a TESE, consistiu no planeamento do setor dos resíduos no país, consagrado no Plano Estratégico Nacional de Prevençãoe Gestão de Resíduos, anuncia a Ecovisão.

“Neste contexto, foi assegurado o mapeamento das práticas, tecnologias e métodos de gestão de resíduos, incluindo campanhas de caracterização em todos os municípios, num total de 104 amostragens, e a definição de uma proposta para a estruturação integral do setor nos próximos 15 anos, em linha com as melhores referências internacionais”, diz o comunicado.

O projeto consagra ainda o planeamento operacional do setor dos resíduos em cinco das ilhas, concretizando assim, em detalhe, as soluções propostas para a gestão de resíduos aí existentes.

“Adicionalmente, o projeto incluiu um programa de treino e formação de quadros nacionais e locais na gestão dos resíduos e alterações climáticas”, avança a nota.

“O projeto da Ecovisão, reconhece a Energy Globe, acabou por transformar o setor dos resíduos em Cabo Verde num sistema moderno e muito mais estruturado, em linhas com as melhores prática internacionais.

“Em São Tomé e Príncipe, o projeto da Ecovisão, também premiado, tinha como objetivo testar a aplicabilidade da digestão anaeróbia do tratamento de resíduos orgânicos produzidos por comunidades rurais”, diz a empresa que explica que “nestas zonas, a maior parte das famílias usa madeira ou geradores privados para cozinhar e para iluminação, sendo que aqui o projeto passou por promover fontes de energia sustentável nos distritos de Zóchi, Cantagalo e Lembá, comunidades rurais isoladas sem acesso a rede elétrica.

Para o efeito, foram instalados cinco biodigestores com produção de biogás, utilizados para cozinhar em fogões adaptados, tendo ainda sido testado o seu potencial para iluminação.

“Um dos digestores, o de maior dimensão e produção, foi construído com materiais locais e por artesãos das comunidades, sendo ainda criado um manual simplificado de construção e operação deste tipo de unidades, procurando fomentar o replicar do projeto e o desenvolvimento de uma economia local associada a esta energia sustentável”, descreve o comunicado.

Ambos os projetos são ainda candidatos ao “Energy Globe World Award”, cujo vencedor será conhecido mais tarde, entre mais de dois mil projetos de 182 países participantes, adianta a empresa.

Este prémio, na área do ambiente a nível internacional, distingue projetos regionais, nacionais e globais que contribuam decisivamente para a conservação de recursos energéticos ou a utilização de energias renováveis livres de emissões poluentes.

O prémio “Energy Globe World” tem o apoio da UN Environment (Programa das Nações Unidas para o Ambiente) e foi criado em 1999 pelo austríaco Wolfgang Neumann, especialista em assuntos de energia, que quis apresentar ao mundo alguns dos exemplos de boas práticas ambientais. Entre as personalidades que já foram convidadas para apresentar e dar a cara pelos prémios encontram-se nomes como Mikhail Gorbachev, Kofi Annan e os presidentes da União Europeia em exercício.